Qual é a pesquisa que realizam as "big pharma"? As “big pharma” desenvolvem novos medicamentos desde o início, desde a descoberta do princípio ativo, até os experimentos clínicos em que o remédio deve demonstrar seus benefícios em pacientes reais.

Também há empresas de biotecnologia de pequeno ou médio porte que realizam um processo semelhante, focando sua atividade em moléculas mais complexas que as moléculas desenvolvidas há décadas. Este é o caso, por exemplo, das proteínas terapêuticas ou dos anticorpos. Neste processo, as biotecnológicas, dependendo do seu tamanho, podem precisar de parcerias com outras grandes empresas que podem fornecer financiamento e expertise no desenvolvimento de ensaios clínicos.

Que desenvolvem as empresas de genéricos?

 

As empresas de genéricos desenvolvem formulações finais para administração ao paciente e muitas das suas inovações são novas formulações, diferentes vias de administração, ou de liberação controlada do princípio ativo. Isto lhes dá um papel muito importante no desenvolvimento de medicamentos, além de seu papel de preponderante na comercialização dos remédios.

 

Como se protegem no mundo esses produtos?

Como em outros setores tecnológicos, no setor farmacêutico, existem diferenças significativas na proteção por patente entre diferentes países.

Em países como Colômbia, Peru ou Argentina há invenções que não serão concedidas, apesar de terem sido concedidas na Europa ou nos EUA. É por diferença nos critérios do que é novo e inventivo? Essencialmente não, na verdade, é uma decisão estratégica dos respectivos governos. Esta estratégia permite um maior impulso para as empresas nacionais de genéricos. De fato, a indústria de genéricos em alguns desses países é verdadeiramente notável.

A forma como esta estratégia é implementada varia de um país a outro. Um caso muito significativo é o Brasil, em que o Instituto Nacional de Patentes não tem legitimidade exclusiva para decidir sobre a concessão das patentes. No Brasil, a agência nacional sanitária ANVISA também decide se um determinado medicamento pode ser protegido ou não. É uma estratégia diferente, mas, com a mesma eficácia.

Embora não seja todo homogêneo, no México e no Chile os critérios para proteger esses produtos são muito semelhantes aos dos países europeus ou dos Estados Unidos.