Confira entrevista com o novo diretor-geral.

 

1-Conte um pouco sobre sua trajetória profissional. Qual sua experiência em PI?

Passei metade da minha vida profissional na área de Pesquisa & Desenvolvimento e a outra metade em consultorias. De 1992 a 2002, fiquei no meandro acadêmico e tecnológico. E de 2002 até hoje, atuei em uma líder global em consultoria de gestão e em uma outra focada na indústria de petróleo.

Tive alguns projetos relacionados com propriedade intelectual, com avaliação de ativos intangíveis e gestão de portfólio de P&D. Mas essa é a primeira vez que trabalho em uma empresa de propriedade intelectual per se.

Já atuei em diversas indústrias, com 30 ou 40 projetos em várias grandes empresas, abordando diversos temas. Principalmente em temas estratégicos, Recursos Humanos e melhorias na gestão.

2-Como você pretende agregar ao novo posicionamento da Clarke, Modet & Co Brasil?

A Clarke tem objetivos estratégicos que são alinhados com minha vivência profissional. O momento da empresa é de expansão nas definições de abordagens estratégicas para proteção de seus ativos intangíveis, ajudando as empresas também em decisões que precedem o depósito de patentes e registro de marcas.

Para esta conversa cada vez mais estratégica, é preciso entender bem a cabeça dos grandes gestores de empresas e posicionar a propriedade intelectual no topo das suas agendas.

3-Como você enxerga a cultura brasileira para essa mudança estratégica?

No Brasil e em outros países da América Latina, temos que avançar na cultura de Propriedade Intelectual: como defender e monetizar ativos intangíveis. Esse diálogo deve se desenvolver na alta gestão da empresa e ser disseminado para todos os outros níveis.

O desafio no Brasil é muito grande. Temos empresas brasileiras que investem muito em P&D, mas depositam muito pouco. As empresas estrangeiras que atuam no Brasil depositam muito mais no país.

4-Quais as mudanças práticas na gestão do escritório com o novo posicionamento?

Temos um novo modo de estruturar nossos técnicos. Antes, a empresa era separada em duas áreas distintas: marcas e patentes. Agora, temos dois setores separados conforme sua função, a Gestão Integrada de Serviços Técnicos (GIS), responsável pelos trabalhos estratégicos; e a Gestão de Expediente (GE), que cuida da parte administrativa do processo.

Estamos separando serviços transacionais e estratégicos, para atender de modo mais excelente os clientes, já de acordo com esse novo posicionamento. Agora vamos crescer ainda mais essa atividade estratégica. O desafio para o ano que vem é solidificar essas mudanças.