Actualmente sob o conceito de marca também se distinguem os elementos básicos de um país, principalmente o seu povo, a sua cultura, o turismo, a política, a história, a geografia e a economia, em relação ao resto do mundo. Quer dizer, a identidade de um território em relação aos outros. Essa identidade representada numa marca permite, a um país, vender melhor a sua imagem e tornar-se mais competitivo.

Não existe nenhuma lei na Colômbia ou na Comunidade Andina de Nações (CAN) que se refira à "Marca – País" como uma modalidade protegida de maneira expressa. No entanto, não há dúvida de que é uma realidade e que a sua função, tal como uma marca de produtos ou serviços consiste em distinguir uma origem territorial e expressar a mensagem que o titular ou proprietário dessa marca quer representar perante os seus consumidores, concorrentes e, em geral, perante o seu mercado alvo.

De acordo com o Country Brand Index 2010 foram identificados os 10 países Top Ten Marca País, destacando-se o Canadá como a melhor Marca País do mundo. O Chile também conseguiu uma posição de destaque tendo sido reconhecido na categoria de Rising Star, o qual já era previsível. Com o recente resgate dos mineiros ficaram a descoberto muitos valores do povo chileno. Por outro lado, a sua segurança e estabilidade económica. A Argentina, outro país que subiu pelo seu crescimento económico e progresso social e legal pela protecção dos direitos a favor de casais do mesmo sexo.

Este estudo realizado pela consultoria internacional Future Brand é amplamente reconhecido e dá-nos um ponto de partida para comprovar como de facto a marca-país existe e, como qualquer marca, precisa de ser eleita ou seleccionada de acordo com políticas e critérios claros que emanem da alta direcção, tal como acontece nas empresas, mas que, traduzidas para um país, significa ser seleccionada por políticas claras de desenvolvimento por parte do governo.

Finalmente, o que se procura com estas marcas? Competitividade. Esta questão hoje é inegável para qualquer tipo de marca, seja de produto, de cidade, de país ou de serviços. Como pode então uma marca-país competir? Criando valor sobre os principais aspectos do produto do país na mente dos consumidores, o que significa destacar estrategicamente, na mensagem da marca, essas potencialidades que cada país tem e levá-la a um ponto de comparação com os outros países.

O tema da marca-país que é replicado na marca-cidade, daria para nos alongarmos amplamente mas como este não é o espaço para o fazer, é necessário primeiro definir que o activo intangível marca tem uma finalidade importante que consiste em diferenciar o país ou a cidade dos demais países e cidades, destacando as potencialidades que cada um tem, com o qual se acrescenta valor a esse território e com isso competitividade.


Este activo deve ser protegido, ou seja, registado para que o país, a cidade ou a entidade territorial responsável, seja titular de um direito sobre essa marca. Uma vez a marca está registada, esta poderá ser objecto de licença de uso por parte de aliados empresários, cidadãos, empresas privadas, o próprio Estado e, em geral, qualquer um que tenha um interesse directo em fortalecer a sua actividade empresarial com a imagem do seu país ou da sua cidade.

Concluímos, portanto, que a identidade nacional, os valores e atributos do país e da cidade são elementos protegíveis através das marcas que os governos deveriam impulsionar e utilizar com maior frequência e estratégia.